Um retorno cheio de incertezas

O retorno da atividade econômica exige mais da população do que exigiu até agora.

Isso vai passar. Ouvimos e repetimos essa frase esperançosa, e que é verdadeira. Vai passar, mas como será? Faremos sacrifícos pessoais para não deixar que as mortes aumentem ou vamos para o tudo ou nada, arriscando vidas e sim, piorando a economia.

A chanceler alemã, Angela Merkel, tem alertado a população sobre a necessidade de disciplina para o controle do coronavírus. O país começou a retomar a atividade econômica  esta semana. Merkel concorda com a medida, mas já disse temer que tenha sido precipitada. É um risco que o país pode correr, pois conseguiu estabilizar seus números.

A chanceler mostra preocupação e disse que “seria uma vergonha sermos punidos por termos sido esperançosos muito precipitadamente. Não podemos jogar fora o que conseguimos”.

Na Itália, pela primeira vez houve mais recuperados que novos casos da Covid-19 esta semana. Com números apontando uma tendência de queda há alguns dias, o país planeja abrandar as restrições de circulação no dia 4 de maio.

Falamos muito das medidas dos governos, mas na retomada, a responsabilidade da população será maior. O risco de termos uma explosão de casos é muito grande. O Brasil, ao contrário da Alemanha e da Itália, ainda vê o número de infectados e de mortos crescer. Nós estamos  preparados para assumir nossa parcela de responsabilidade?