Quem vai dirigir essas reformas?

O Brasil aguarda o fim da briga entre governo e Congresso. 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu ontem ao Congresso que acelere a tramitação dos temas importantes para o Brasil. A nova lei do gás, a proposta de autonomia do Banco Central, o plano de equilíbrio fiscal e a privatização da Eletrobras, foram alguns dos itens destacados em ofício enviado aos presidentes da Câmara e do Senado.  

Segundo Guedes, a votação das medidas ajudaria a blindar a economia em um momento sensível como o atual, agravado pelo coronavírus.

A indefinição do governo, se manteve na mensagem do ministro. Sobre a reforma administrativa, Guedes disse que será enviada em breve pelo presidente Jair Bolsonaro e sobre a tributária disse que sua equipe está finalizando as sugestões que fará ao texto que já está no Congresso.

Do outro lado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a cobrar medidas do governo para nortear a economia. Para ele, o baixo crescimento em 2019 se deve aos já conhecidos problemas na infraestrutura brasileira, no sistema tributário, questões relacionadas ao meio ambiente e ao difícil relacionamento com o Congresso.

Maia afirmou que o governo precisa dizer publicamente quais serão as ações de curto prazo para o país, para evitar que a atual crise se prolongue e que também dê os próximos passos para que as reformas possam ser votadas logo. 

Atrás dessa cortina continua a batalha Orçamento Impositivo. Parlamentares querem mais controle sobre os recursos, mas mantiveram os vetos do presidente, conforme comentamos. Mas as declarações de Bolsonaro, de que nada mudaria e que o governo mantinha controle sobre os recursos, azedou a relação novamente.