Paraisópolis dá exemplo na pandemia

Paraisópolis está se saindo melhor no combate ao novo coronavírus do que a própria capital paulista. Apesar dos problemas característicos das favelas brasileiras, como o alto índice demográfico e a dificuldade de acesso aos equipamentos de saúde, a comunidade da zona sul paulistana tem conseguido realizar um controle mais efetivo da doença. 

Segundo o Instituto Pólis, a taxa de mortalidade em Paraisópolis por 100 mil habitantes foi de 21,7 até 18 de maio. Já a Vila Andrade, distrito onde se localiza a comunidade, registrava 30,6 mortes, enquanto a média municipal foi de 56,2. O sucesso de Paraisópolis, apontam pesquisadores, é a organização comunitária e a realização de parcerias com organizações da sociedade civil.

Desde a confirmação dos primeiros casos, a associação de moradores começou a agir. Segundo o Estadão, voluntários arrecadam e distribuem marmitas e cestas básicas, combatem fake news relacionadas à doença e monitoram as famílias. Possíveis contaminados são encaminhados para escolas públicas cedidas pelo governo estadual após pedido dos moradores. A associação também contratou ambulâncias, médicos e enfermeiros e capacitou 240 moradores como socorristas para apoiar as 60 bases de emergência criadas com a presença de bombeiros civis.