O Rio e a independência da PF 

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira mandado de busca e apreensão tendo como alvo o governador do Rio, Wilson Witzel, e sua mulher, Helena. Intitulada Placebo, a operação foi autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), e incluiu o Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador, e sua casa particular no Grajaú.

O STJ autorizou o acesso aos celulares dos investigados. 

A PF investiga irregularidades no contrato de R$ 835 milhões do governo do Rio com a organização social Iabas para a construção e administração de hospitais de campanha em caráter de emergência, para o tratamento de pacientes de covid-19.

A operação ocorre depois que o presidente Jair Bolsonaro, adversário político de Witzel, substituiu o ministro da Justiça, o diretor-geral e o superintendente da PF no Rio. O presidente por sua vez é acusado de ter feito essas mudanças para proteger seus familiares de investigações no Rio.

Os Realistas desejam o óbvio: que todo crime seja investigado e punido. E lamentam que a manipulação política tenha colocado a independência da PF sob suspeita.