O que está por trás da máscara

Cada época tem os seus símbolos. A “era da pandemia” parece já ter criado o seu: a máscara. Ela passou a ser a marca de toda uma visão de mundo, de direitos e deveres.

Os presidentes Trump e Bolsonaro têm se recusado a usar máscaras. Claramente, para eles seria um sinal de fraqueza, de falta de virilidade. 

Entretanto, o uso de máscara não pode ser encarado como uma decisão pessoal, e muito menos como uma medida da coragem individual. 

A máscara tem principalmente a função de proteger não a si mesmo, mas quem está por perto, porque a principal forma de transmissão do coronavírus são gotículas que saem da nossa boca e nariz quando respiramos, falamos, tossimos e espirramos.

Ela também protege, ainda que em menor medida, que a está usando. E nesse sentido se torna também um dever, tanto quanto usar o cinto de segurança: não temos o direito de sobrecarregar a rede de saúde quando podemos evitar isso. 

Não entender isso pode ser um traço de ignorância ou de egoísmo mesmo.