O desafio da qualificação do trabalhador

Existem poucas iniciativas de requalificação no Brasil. É preciso ter pressa.

O temor de perder o emprego para um robô está presente em diversas carreiras. O medo é justificável. Rapidamente vemos setores serem abalados por uma nova tecnologia (Uber e Airbnb são alguns exemplos) e o desenvolvimento da robótica, assim como da inteligência artificial, andam a passos largos.

Em artigo de hoje no jornal O Estado de S. Paulo, o professor da FEA-USP, José Pastore, defende que o público, o privado e as universidades precisam urgentemente conversar a respeito de (re)capacitação. Os EUA saíram na frente e mais de 25 milhões de trabalhadores já estão sendo requalificados, isso em uma economia em quase pleno emprego. O Brasil, com seus mais de 12,4 milhões de desempregados já deveria ter isso como prioridade. 

Atualizar os trabalhadores vai exigir investimentos bilionários, mas estima-se que se nada for feito, a perda ficará em torno de US$ 11 trilhões em 10 anos, só nos países do G-20.