Milionários comprometidos com um mundo melhor

Entidade mundial criada por brasileira induz herdeiros milionários a doarem parte de sua fortuna a projetos sociais e ambientais.

Faz apenas um ano e meio que Marina Feffer, herdeira da Suzano, uma das maiores fábricas de papel do mundo, criou uma entidade que reúne herdeiros de grandes fortunas do mundo para financiar projetos sociais e ambientais.

Nesse curto período, ela já conseguiu juntar 34 herdeiros: metade brasileiros e o restante nos Estados Unidos, Holanda, França, Inglaterra, Bélgica, Índia, México, Alemanha, Singapura e Egito. Em três anos, a estimativa é chegar a 300 pessoas comprometidas, disse ela em entrevista ao Valor.

O compromisso que eles fazem é o de doar ao menos 10% de sua herança nos cinco primeiros anos depois de recebê-la, para projetos que ajudem pessoas pobres e o meio ambiente. A entidade, chamada Generation Pledge (“Compromisso de Geração”), procura também influenciar as decisões dos herdeiros sobre a destinação do restante de seu patrimônio.

Essa prática é bem mais comum nos Estados Unidos e na Europa do que no Brasil, embora já haja alguns bons exemplos aqui também. Mas o fato de uma brasileira estar à frente de uma iniciativa como essa pode ser um bom sinal: há uma nova geração de herdeiros no Brasil, com maior clareza de seu papel no mundo.