Mais 3,4 milhões podem ir para a extrema pobreza

Se o governo não tomar medidas para amparar os mais vulneráveis, o fim do auxílio emergencial pode levar até 3,4 milhões de brasileiros para a extrema pobreza. Esse aumento levaria o País ao pior patamar desde 2012, com 17,3 milhões de brasileiros extremamente pobres, de acordo com uma pesquisa do Ibre/FGV.

Um outro levantamento do mesmo instituto aponta que o fim do auxílio deve aumentar a desigualdade em quase 10%. O Índice de Gini estava em 0,494 em novembro de 2020. Sem o auxílio, deve ir para 0,542. A média da renda da população chegou a R$ 1.286 em novembro. Um patamar 5,8% maior do que o de antes do pagamento do benefício emergencial, segundo o IBGE.

De 2012 a 2019, a variação da taxa de pobreza era consequência da dinâmica econômica. Quanto mais o País crescia, mais a pobreza diminuía. Em 2020, essa lógica foi quebrada por causa do auxílio emergencial que serviu para compensar a perda de renda do trabalho.