Maioria dos países mantém escolas abertas

Alemanha, França e Inglaterra, que em meio a segunda onda voltaram a adotar um lockdown severo depois de um período de abertura, não fecharam novamente as escolas. Reforçaram as medidas de segurança e aumentaram a testagem de alunos e professores, em alguns casos semanalmente, e mantiveram as aulas presenciais. 

Em setembro, um relatório da OCDE mostrou que só o Brasil e outros 7 países da América Latina e África estavam com os colégios fechados. Em outras 39 nações, as aulas foram retomadas. Em novembro, a Unicef publicou um estudo evidenciando os benefícios de manter as escolas abertas com a adoção de medidas de segurança. 

As situações são diferentes. Aqui, já estamos no final do ano escolar e seria difícil recuperar o tempo perdido. No hemisfério norte, onde o ano letivo começou em meados de setembro, a esperança é conseguir manter a volta à normalidade. Pesa também o fato de que pesquisas de opinião mostram que, no Brasil, mais de 70% dos pais não querem a volta às aulas e que já é possível sonhar com uma vacina no começo do ano que vem. Aqui e lá o prejuízo no aprendizado é certo e mais um desafio para 2021.