Home office pra quem pode

Durante a pandemia, o home office foi aliado dos trabalhadores formais mais qualificados das regiões mais prósperas do País e acabou se tornando um indicador de desigualdade econômica. De acordo com a Pnad Covid-19 do IBGE, divulgada na sexta-feira (28), dos 8,4 milhões de trabalhadores que exerciam sua função remotamente em julho, 4,9 milhões estavam no Sudeste, enquanto 252 mil estavam no Norte.

Entre os que estão trabalhando em casa, 6,1 milhões, quase 73% do total, concluíram o ensino superior ou uma pós-graduação. No Sudeste, apenas 31,5% estão na informalidade, enquanto 57,9% da população ocupada no Norte realiza funções informais.

O IBGE detectou que, apesar da pandemia, os empregos nos patamares mais altos da pirâmide do trabalho foram preservados, gerando uma inesperada distorção: a média salarial nacional chegou a R$ 2,5 mil, a maior da história.