Home office e auxílio emergencial puxam vendas

O comércio está sendo impulsionado pelas vendas de bens essenciais e de produtos para o lar, mostrando uma mudança no perfil do consumidor, que agora trabalha mais em casa. A recuperação surpreende os economistas com vendas 5,2% superiores ao do período pré-pandemia, de acordo com o IBGE.

Atividades relacionadas ao consumo em casa, como supermercados, produtos para a saúde e perfumaria, eletrodomésticos, móveis e materiais de construção apresentaram variação positiva no acumulado do ano. Vestuário, calçados, combustíveis e lubrificantes, como era de se esperar, continuam em queda.

Alguns produtos tiveram altas consideráveis, como os 16,9% dos computadores, 13,53% dos aparelhos de TV, som e informática, influenciados pelo câmbio elevado. Impulsionados pelo auxílio emergencial, que estimulou pequenas reformas nas casas dos brasileiros, os tijolos subiram 16,9% e o cimento 10,7%.