EUA criam 2,5 milhões de empregos

Por essa ninguém esperava. O Relatório de Emprego americano divulgado hoje (5) registrou em maio uma queda no desemprego, que passou de 14,7% para 13,3%, o que representa a criação de 2,5 milhões de postos de trabalho. Para se ter uma ideia do espanto do mercado, economistas ouvidos pela Bloomberg estimavam fechamento de 7,5 milhões de vagas. Erraram por 10 milhões.

Está se confirmando a tal da recuperação em “V” das economias pós-quarentena. A atividade cai brusca e rapidamente, bate no fundo, e volta com força, assim como o desenho da letra. É uma excelente notícia.

As bolsas nas últimas semanas andavam positivas e havia um certo receio de excesso de otimismo dos agentes financeiros, mas com o dado de hoje confirma-se a perspectiva de uma rápida recuperação.

Ainda temos pela frente as consequências da expansão monetária provocada pelos bancos centrais da Europa e EUA, os problemas fiscais dos países e a possibilidade de novas ondas de contágio por coronavírus, mas desde o começo da pandemia essa é a melhor notícia no campo da economia. As bolsas, é claro, estão eufóricas. O Índice Dow Jones sobe 2,6% e o Ibovespa 3,6%.