Estímulos fiscais explicam alta do PIB

Os estímulos fiscais do governo foram determinantes para a alta de 7,7% do PIB no 3º trimestre. Os gastos em medidas emergenciais já somam R$ 615 bilhões e mascaram a recuperação econômica. A ineficácia no combate à pandemia traz consequências que ficarão evidentes com o fim dos benefícios.

Embora o Brasil apresente uma recuperação similar à das grandes economias, os gastos representaram 9,4% do PIB, o dobro da média despendida por outros países emergentes ou em desenvolvimento, segundo levantamento do Banco Central com dados do FMI. 

O déficit público brasileiro aponta para 93,5% do PIB em 2020, de acordo com estimativas da instituição financeira. É o maior entre os países que formam os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Diante desses números, a retomada do crescimento em V, defendida pelo ministro Paulo Guedes, pode não se confirmar.