Economistas menos pessimistas

As projeções mais pessimistas para a economia vêm perdendo força no mercado. Alguns indicadores têm feito analistas e economistas melhorarem suas previsões de queda do PIB de 10% para um patamar mais próximo de 6,5%. A aposta é que os programas de transferência de renda do governo e de fomento de crédito vão aliviar um pouco a recessão.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, prevê uma retração de 6,4% para o PIB neste ano. Economistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico observam que indicadores como confiança e consumo de energia vieram menos negativos no último mês. Até os dados de mobilidade do Google, que mostram que atualmente apenas 16% das pessoas deixaram de se deslocar para o trabalho, também foram citados. Em março, esse índice era de 48%. As vendas semanais no varejo da Cielo mostram que o faturamento caiu 52% em março, mas de lá para cá já recuperou metade desse tombo. Os 7% de crescimento da produção industrial, divulgados nesta quinta-feira (2) pelo IBGE, devem melhorar ainda mais essa percepção dos analistas econômicos.

Em tom de cautela, os economistas alertam que a grande preocupação continua sendo com o desemprego causado pela pandemia, pois ele pode provocar uma queda de renda mais forte do que os ganhos gerados pelos programas oficiais de renda e de crédito.