Cotas raciais fazem diferença

Pela primeira vez, em 2018, as universidades públicas tiveram mais da metade (50,3%) de negros na graduação, resultado das cotas implantadas há mais de 10 anos. Nos mestrados e doutorados apenas 29% dos alunos se declararam pretos ou pardos, segundo balanço de 2019 da Capes.

Renomadas instituições de ensino superior de São Paulo (Unifesp), Brasília (UnB) e Minas (UFMG) possuem sistemas de reserva de vagas para negros. Ao menos 31 das 69 universidades federais possuem algum sistema de cotas. No nível da pós-graduação o percentual de reserva de vagas varia de 10% a 50%, e não raras vezes incluem indígenas e pessoas com deficiência. 

Facilitar o acesso ao ensino superior através de cotas se mostrou eficaz e conseguiu mudar a desigualdade no nível de graduação. Já passa da hora de conseguirmos o mesmo resultado para os mestrados e doutorados.