Contratos de aluguéis têm índice distorcido

A inflação dos aluguéis, como o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) é conhecido, teve alta de 17,94% nos últimos 12 meses acumulados de setembro. O aumento nos últimos três meses veio acima do esperado: 7,31% em junho, 9,27% em julho e 13,02% em agosto. 

Mas, na prática, as negociações de aluguéis residenciais registraram queda, como em agosto quando houve recuo de 0,28% nos preços médios detectados pela pesquisa FipeZap. Foi o terceiro mês de queda seguida neste ano. O problema é que os reajustes dos aluguéis se baseia no IGP-M, uma herança dos tempos da hiperinflação no Brasil.

Em entrevista para a Folha de S.Paulo, o economista Eduardo Zylberstajn afirma que uma solução provisória seria utilizar índices relacionados ao mercado imobiliário em vez do IGP-M. Este índice é pressionado pelo IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que representa 60% do IGP-M, e subiu 25,26% por causa da alta no preço das commodities.