O conto do vigário

Nem a imprensa acha mais graça nas bravatas de Lula, ele saiu da prisão menor do que entrou. Chegou a hora de a oposição escolher seu novo líder.

Em 2019, mais uma vez, o PT conseguiu monopolizar o discurso da esquerda e da oposição. Com o “Lula livre” e a narrativa fantasiosa de que sua prisão era injusta, manteve a promessa de que, uma vez solto, iria liderar as massas e ir contra “tudo isso que está aí”. E assim sufocou qualquer tentativa de uma oposição consistente.

O “problema” é que Lula saiu da prisão menor do que entrou. A conta que a esquerda não fez é que, apesar de seu piso eleitoral ser alto, o “grande chefe” não tem mais a interlocução no meio político de outrora. Nem os generais de outros partidos nem os primeiros-tenentes no PT, todos afastados, presos ou rejeitados pelas urnas. 

Lula descobriu que seu melhor interlocutor é uma parte da imprensa e, mesmo ela, anda cansada de sua retórica. E o povo, se lhe dá o voto em pesquisas, não vai às ruas defendê-lo.

Chegou a hora de a oposição escolher seu novo líder.