Calor ajuda?

Não é uma esperança infundada, e por isso vários pesquisadores se debruçaram sobre ela.

Há uma mistura de esperança e vivência passada de que o calor, as temperaturas mais quentes, seriam um impedimento para a disseminação do coronavírus no Brasil. É senso comum que as gripes são doenças do frio, dos meses de inverno, estação em que os países do hemisfério norte, mais atingidos pela crise, estão. 

Não é uma esperança infundada, e por isso vários pesquisadores se debruçaram sobre ela e estudaram a relação da temperatura e umidade e a disseminação do vírus. Mas infelizmente os resultados não foram animadores. Helio Gurovitz explica bem em um artigo onde cita 4 estudos de instituições diferentes.

A conclusão dos estudos é mais ou menos essa: embora realmente o vírus se dissemine mais facilmente em temperaturas mais baixas, provavelmente por sobreviver mais tempo nessas condições, isso não foi capaz de impedir o contágio das pessoas. O fato de ser um vírus novo, e de ninguém ter imunidade contra ele, é um fator importante. Talvez, nos próximos anos, ele se comporte sazonalmente como as gripes que conhecemos.

E para corroborar a conclusão, temos países com clima quente, como Cingapura, Tailândia e Índia, que foram igualmente atingidos. E o estado americano da Flórida que, sozinho, já tem mais casos que o Brasil.