Bolsonaro defende privatização e teto dos gastos 

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a privatização das empresas estatais, a responsabilidade fiscal e o teto de gastos. Em suas redes sociais nesta quarta-feira (12), afirmou que esse será o caminho seguido pelo governo, apesar de alguns ministros buscarem recursos para obras essenciais.

A emenda constitucional do teto de gastos, promulgada em 2016 com validade até 2036, limita os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário), permitindo apenas o ajuste anual da inflação. O limite para 2020 é de R$ 1,454 trilhão.

Bolsonaro emite um sinal para o mercado de que a ala liberal do governo ainda exerce influência sobre o governo, e que não estaria cedendo às pressões dos setores mais desenvolvimentistas, que preferem estimular gastos para sair da crise da pandemia. Nesta quarta-feira, o presidente se reuniu com o ministro da Economia, Paulo Guedes, os presidentes do Senado e Câmara, e ao final, em entrevista na frente do Palácio do Planalto, reafirmou o compromisso com o respeito ao teto de gastos.