Bill Gates e a vacina

Será necessário um esforço global para a produção da vacina

Bill Gates, fundador da Microsoft e criador do Windows, o sistema operacional presente em 90% dos computadores do mundo, deixou o comando da empresa no começo dos anos 2000 para se dedicar à Fundação Bill & Melinda Gates, criada para combater doenças infecciosas como a aids e a malária em países pobres. Seu foco agora é a covid-19.

Para Gates, desenvolver uma vacina para a covid-19 é só o primeiro passo para acabar com a pandemia do coronavírus. Produzi-la na escala de bilhões de doses a um preço razoável e torná-la acessível aos países mais pobres do mundo será um desafio ainda maior. Através de sua fundação, já doou cerca de US$ 100 milhões para o desenvolvimento da vacina e garantir em conjunto com a coalizão mundial por vacinas Gavi, uma organização sem fins lucrativos, que as doses cheguem a quem precisa.

Seus planos incluem preparar uma rede de laboratórios pelo mundo capazes de produzir a vacina em escala global. Estima-se que uma dose da vacina deverá custar entre US$ 4 a US$ 15. Bill Gates acompanha de perto o esforço para combate da pandemia.

Em um mundo onde o presidente dos EUA retira seu apoio à OMS em meio à maior crise de saúde do século e, por aqui, nosso presidente chama a covid-19 de “gripinha” e desobedece cotidianamente as medidas de isolamento social, dá certo alento saber que um empresário, um dos homens mais ricos e mais inteligentes do mundo, está dedicando seu tempo a salvar vidas.