Aqui se faz, aqui se paga

O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo com cerca de US$ 1 trilhão vindos do lucro com a exploração do petróleo, acaba de excluir duas empresas brasileiras de sua carteira de investimentos, as gigantes Vale e Eletrobras.

O Conselho de Ética do Banco Central da Noruega, que administra o fundo, justificou a decisão por violação dos direitos humanos e danos ambientais. No caso da Vale, pesam os danos ambientais causados pelos desastres de Mariana e Brumadinho, além do risco representado por mais de uma centena de outras barragens que a mineradora ainda mantém. Para a Eletrobrás, a construção de Belo Monte, no rio Xingu, que obrigou o deslocamento de mais de 20 mil pessoas, afetou terras indígenas e provocou a deterioração da estrutura social local.

O fundo soberano da Noruega possui cerca de US$ 10 bilhões em investimentos no Brasil. É cada vez mais comum que grandes fundos de investimento possuam políticas restritivas para empresas que não se comprometem com práticas anticorrupção, preservação do meio ambiente ou defesa dos direitos humanos. É um dinheiro que vai fazer falta.