Água e esgoto no pós-covid

Uma nova regulamentação para o setor de saneamento, prevista para ser votada na semana que vem no Senado, vai abrir espaço para investimentos da iniciativa privada no setor. O saneamento é o setor mais atrasado da infraestrutura brasileira, necessitando cerca de R$ 500 bilhões para que o país chegue à universalização dos serviços de água e esgoto.

A nova regulamentação estabelece metas de qualidade e cobertura dos serviços e acaba com a renovação automática de concessões, sem licitações. Hoje, a maioria dos serviços está nas mãos de estatais, ineficientes e que estão longe de conseguir fazer com que todos os brasileiros tenham acesso à água limpa e seu esgoto recolhido e tratado. Dados do governo indicam que 17,4% da população ainda não tem acesso ao abastecimento de água e que apenas 46,3% do esgoto gerado no país é tratado. 

Esse novo marco do saneamento, que vem sendo discutido nos últimos 2 anos, vai trazer investimentos importantes em um momento em que o país estará tentando reerguer a economia depois de passada a pandemia. E não dá mais para esperar que as empresas estatais de saneamento façam o que não fizeram até hoje. Saneamento básico é uma questão de saúde pública.