Adiós, chavistas

Fecha-se um canal de comunicação entre militares brasileiros e venezuelanos.

Dois dias antes da reunião entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, o Brasil expulsou os diplomatas e adidos militares venezuelanos, e chamou de volta os brasileiros que estavam na Venezuela.

A questão venezuelana faz parte da agenda do jantar em Mar-a-Lago, a casa de Trump na Flórida, e o presidente americano tem pedido que os países da região adotem uma linha dura com Maduro. Algo que não entra em conflito com a visão de Bolsonaro.

Com isso, no entanto, fecha-se um importante canal de comunicação entre os militares brasileiros, na 5.ª Subchefia do Estado Maior das Forças Armadas, e os adidos militares venezuelanos.  

O Brasil provavelmente chegou à conclusão de que não há uma saída política, que poderia ser articulada entre os militares dos dois países, alguns deles velhos colegas de cursos de treinamento de intercâmbio.

Por outro lado, o Ministério de Relações Exteriores ainda não sabe como será prestada assistência consular aos brasileiros em território venezuelano. O Itamaraty  informou que não vai comentar a decisão e o presidente não se pronunciou.