A ajuda virá

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nessa quarta-feira, com vetos, a lei de ajuda financeira aos estados, municípios e Distrito Federal. Vetos importantes, que retiraram alguns jabutis colocados de última hora, como a autorização para dar aumentos de salários para categorias do funcionalismo que pouco ou nada têm a ver com a pandemia. Até o final de 2021, só profissionais da linha de frente de combate ao vírus poderão ter aumento.

Serão até R$ 125 bilhões de ajuda financeira, com envio direto de R$ 60 bilhões. A suspensão do pagamento de dívidas e renegociação com bancos e organismos internacionais completam o pacote. O auxílio é necessário e foi costurado com o congresso, executivo federal, governadores e prefeitos. Foi necessária habilidade política e que todo mundo cedesse um pouco para se chegar a um ponto que, se não é ótimo, parece ter deixado todos satisfeitos.

Em meio a uma tensão política sem precedentes, com ameaças veladas e declaradas de esgarçamento institucional, palavrões e insultos, a classe política conseguiu produzir um pacote de consenso de ajuda federal, bem desenhado e que, se não fosse aprovado e com os vetos certos, traria o caos aos estados, municípios e Distrito Federal. O Brasil não é para amadores.