200 vagas, nenhuma preenchida

Amazon não encontra profissionais adequados ao perfil da empresa no Brasil.

Alex Szapiro, presidente da Amazon no Brasil, conta que a empresa possui 200 vagas de trabalho em aberto mas que não consegue encontrar os candidatos para preenchê-las. E não são vagas para engenheiros, tecnólogos ou programadores, lacuna já conhecida e comentada aqui mesmo nos Realistas.

As vagas são para profissionais de marketing, vendas, comercial e fiscal, segundo disse ao Estadão. O motivo? O candidato precisa  “falar inglês, morar em São Paulo e ter o perfil da empresa”. Szapiro explica: “O nosso princípio ‘número um’ é a obsessão pelo cliente”.

Não é de se estranhar que seja difícil encontrar profissionais que sejam “obcecados pelo cliente” em um país onde as grandes empresas tratam os consumidores com tanto desvalor, promovendo a tortura dos call centers e, sem cerimônia, prestam serviços de qualidade muito inferior ao que se vê no resto do mundo.

Seria ótimo se a Amazon trouxesse, além de seus serviços, uma mudança cultural nas empresas brasileiras.